quarta-feira, 30 de junho de 2010

UM SONHO DE MUITOS ANOS...

Na verdade não existe propriamente uma campanha em favor da dragagem do porto de Camocim. O que tem havido, até agora, são iniciativas isoladas, geralmente pela imprensa, sem nenhum resultado prático. Incontestavelmente foi o Prefeito Murilo Aguiar que, com aquele seu espírito empreendedor, conseguiu que o Governo Federal mandasse construir o armazém do porto e o cais acostável. E foi só. A dragagem ainda é um assunto a ser resolvido. Achamos que deveremos lutar pela realização de nossos legítimos interesses e que a luta só deve terminar com a concretização, de fato, da dragagem da barra e da enseada do porto. Não vamos parar nem esmorecer, nem adiar a solução de tão magno problema. Deveremos voltar à carga, com duras e obstinadas pelejas, cada vez mais resolutas, mais fortes e com maior entusiasmo. Os comerciantes e industriais, quer importadores, quer exportadores a ela vinculados, serão, incontestavelmente, os maiores beneficiários com a realização de tão almejada medida.

QUE TAL VOLTAR À 1981?

INFORMAÇÕES BÁSICAS – 1981

ASPECTOS ECONÔMICOS

Agência de Correios e Telégrafos – 01

Estabelecimentos Comerciais – 481

Açougues – 20

Matadouro – 01

Frigoríficos – 04

ASPECTOS SOCIAIS

Ligações elétricas (nº. de consumidores) – 4.167

Profissionais em exercício

Médicos – 06

Dentistas – 03

Farmacêuticos – 06

Enfermeiros – 02

Auxiliares de Enfermagem – 14

Parteiras – 01

Advogados – 04

Agrônomos – 01

Técnicos de Contabilidade – 04

Centro Social Urbano – 01

ASPECTOS CULTURAIS

Ensino de primeiro grau – unidades escolares – 283

Docentes em exercício – 449

Alunos matriculados – 11.408

Ensino do segundo grau – estabelecimentos – 01

Curso profissional – 01

Docentes em exercício – 10

Alunos matriculados – 280

Bibliotecas – 03

Cinema – 01

Estação emissora de radiodifusão – 01

OUTROS ASPECTOS

Eleitores inscritos – 17.352

O Município de Camocim tinha 46.000 habitantes.

A cidade de Camocim tem 25.000 habitantes.

A ORIGEM DO NOME CAMOCIM - PARTE II

Ora a prevalecer uma tal etimologia, a conseqüência seria que muitos outros lugares no Ceará deviam igualmente ser batizados por Camocim – pois em todas as tabas deviam se dar enterramentos de indígenas pela forma por que costumavam fazê-lo, colocando os cadáveres dentro do pote ou vasos de barro para esse fim destinados. Fazer da frase co ambyra anhotim a palavra Camocim é revelar uma faculdade de interpretação ou decifração excedente e de muitos Champollions reunidos. Por isso mesmo sempre nos pareceu errônea e inaceitável tal etimologia da palavra Camocim, sendo preferível deixá-la antes sem interpretação do que adotar uma tão abstrusa.

A ORIGEM DO NOME CAMOCIM - PARTE I

Temeridade deve ser por certo a nossa de querer emendar o ilustre romancista José de Alencar, quando em suas notas ao seu imortal romance “Iracema”, nos explica a significação da palavra Camocim. Ao grande saber e vastas luzes do notável brasileiro devemos,

contudo, opor, concernente ao assunto, que nos ocupa neste momento, o que nos deve parecer, ou de fato, é mais lógico e racional na interpretação do nome – Camocim - , que ele, a nosso ver, arbitrariamente faz derivar da frase indígena – Co Ambyra anhotim, como se lê nas referidas Notas de sua “Iracema”, 7ª. Edição, pág. 209 – not. Pág. 47, onde assim disserta: “Camocim – Vaso onde encerravam os indígenas os corpos dos mortos e que lhes serviam de túmulo; outros dizem camotim e talvez com melhor ortografia; porque se não me engano, o nome é corrupção da frase: - co, buraco, ambyra, defunto e anhotim, enterrar – buraco para enterrar defunto – c’aam’otim. O nome dava-se, também, a qualquer pote”.

AO AVIADOR PINTO MARTINS

A tua glória inteira é toda tua

E do nosso Brasil, de tua filha,

Esforço teu e arrojo e maravilha,

Vibram na luz em que teu ser flutua!

Ao céu, ao sol, à noite, à luz da lua,

Pelos ares vogando, a imensa trilha,

Enches do pátrio amor, de quanto brilha,

Dessa tua alma no vigor que estua!

A glória do Brasil te leva e arrasta

Na insana esteira gloriosa e vasta,

Entre as terras e o céu, junto às estrelas!

O pendão do Brasil, o Americano

Todo um íris de paz super-humano,

Em que te vês e a filha em que te espelhas!

Autor Desconhecido